Combate ao racismo e promoção da igualdade racial

Mais de 120 anos depois da abolição da escravidão no Brasil, metade da população do país se declara negra. É este mesmo grupo que continua a enfrentar dificuldades de acesso a direitos em uma sociedade que historicamente a excluiu de oportunidades a uma vida digna. Os índices de escolaridade e renda da população negra são inferiores aos da população branca, ao passo que a pobreza é muito maior, com leve alteração positiva de 1996 a 2010. A renda dos negros não passa da metade da que recebem os brancos, situação que se acentua quando considerados os salários das mulheres negras, que não passam de 41% dos salários dos homens brancos. São recentes as iniciativas governamentais voltadas para o combate ao racismo institucional e a superação do quadro de desigualdades raciais no Brasil, a maior parte delas fruto das pressões do movimento social negro organizado. Um dos marcos deste processo foi a criação em 2003 da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), compromisso assumido pelo Brasil ao lado de outros Estados que assinaram a Declaração de Durban em 2001, no marco da III Conferência Mundial da ONU contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Intolerâncias Correlatas. A linha de trabalho da FES voltada para esta temática tem como foco o fortalecimento de gestores públicos desafiados a desenvolver as políticas de promoção da igualdade racial nos âmbitos municipal, estadual e nacional, e também se dedica a fortalecer a participação da sociedade civil nos processos políticos, com destaque para a juventude negra.

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