Participação e Reformas Políticas

O Brasil mudou, e mudou para melhor. Cerca de três décadas após o fim da ditadura militar o Brasil é, política, jurídica e socialmente, uma democracia. Principalmente na década de governos petistas avançou-se na democratização da participação social, do acesso ao crédito, a universidades e a cargos políticos por meio de políticas afirmativas.

No que pesem estes avanços, o Brasil segue como um dos países mais desiguais do mundo. Práticas discriminatórias nos âmbitos da sociedade, economia e mídia prosseguem e a rotina democrática não pôde ainda dissipar as fraquezas do sistema político. A Composição do parlamento indica uma evidente sub-representação de setores importantes da sociedade e, portanto, é incapaz de refletir a realidade social, o que atinge especialmente mulheres, jovens e negros.

Nesse sentido, a FES busca trabalhar em análises e propostas junto a forças progressistas, de forma a aprofundar o processo de desenvolvimento e democratização já iniciado. Um bom exemplo deste trabalho é o Ciclo de Debates organizado pela FES e pela Fundação Perseu Abramo. Pensadores da sociedade civil, ciência e partidos de esquerda se unem a assistentes sociais da periferia e a jovens revoltados para uma troca de ideias transmitida por internet. No último ano o Ciclo tratou do tema da Nova Classe Média e, na atual rodada, o projeto se confronta com o tema Democracia. Como realizar, radicalizar e concretizar a democracia? E o que significa isso para a esquerda?

Por fim, a FES apoia a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma do Sistema Político desde sua fundação, em 2006. O trabalho conjunto de diferentes organizações da esquerda formula e divulga propostas de reforma para os campos do direito eleitoral, sistema judiciário, participação democrática direta e constituição midiática.

Estes e outros processos de reflexão têm o intuito de incrementar posições de esquerda para a formação da democracia e de uma ordem socioeconômica justa.

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