Redes sindicais

Grupos multinacionais são considerados atores poderosos da globalização e suas estratégias globais de fato têm repercussões significativas sobre as relações de trabalho existentes. Se os grandes grupos operam para além das fronteiras nacionais, a política sindical baseada em uma planta ou um país não é suficiente para impedir que os trabalhadores sejam manipulados e jogados uns contra os outros.
A organização e consolidação de redes sindicais nas empresas multinacionais revelou-se um instrumento decisivo da política sindical global, constituindo assim outra área prioritária do trabalho de projetos da FES no Brasil, executada em cooperação com os sindicatos brasileiros e alemães bem como as Federações Sindicais Internacionais (FSIs). No foco deste esforço estão as multinacionais alemãs, pois com aproximadamente 1.200 empresas alemãs atuando no país, o Brasil é um dos países mais importantes para a indústria alemã.
As redes, cuja grande maioria foi criada no setor metalúrgico e químico, normalmente são compostas por representantes dos trabalhadores e dos sindicatos de diversas plantas do grupo. Os objetivos principais são o intercâmbio de informações e de experiências entre trabalhadores e trabalhadoras, a cooperação solidária, o reforço da cooperação internacional dos sindicatos envolvidos, o planejamento de ações comuns bem como a chance dos sindicatos nas empresas no exterior obterem acesso direto à direção do grupo, via de regra situada bem longe, através da rede. Freqüentemente o estabelecimento de contato ou relações mais estreitas entre os trabalhadores das diversas unidades está em primeiro plano.
O tipo de engajamento depende sempre do grau de maturidade da rede e das estruturas existentes, de modo que as tarefas da FES tanto podem consistir em dar assistência na formação de novas redes como oferecer um acompanhamento consultivo no caso de estruturas existentes.

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