A política internacional

Nos últimos anos, o Brasil reforçou os contornos da sua política externa e ganhou grande destaque em fóruns e instituições internacionais. Na OMC o Brasil tornou-se uma das principais referências e o G-20, grupo dos países emergentes que o Brasil ajudou a fundar, passou a ser um ator importante nas negociações agrícolas. Outras alianças Sul-Sul, como o processo de articulação entre a Índia, o Brasil e a África do Sul (IBSA), também estão se consolidando cada vez mais em torno da liderança brasileira. Na procura de mercados e intercâmbio tecnológico, o Brasil começa a desbravar novos territórios na China, no Oriente Médio e na Europa do Leste. E com as missões de construção e manutenção da paz no Haiti e a criação de um Conselho de Defesa da América do Sul, o país tenta reforçar a sua posição na América Latina e preservar sua chance de conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Através do “GT Questões Globais” o escritório do Brasil participa do trabalho global realizado pela Fundação. Os temas prioritários neste contexto são atualmente: política energética e climática, não-proliferação e desarmamento bem como política comercial. No âmbito do trabalho regional predominam, sobretudo, o Mercosul e questões relacionadas à política de segurança e energia. No Brasil também está ocorrendo um processo de entrelaçamento crescente entre as políticas interna e externa. Por isso, muitas organizações, como sindicatos e ONGs, desejam ampliar as suas capacidades para discutir os impactos sociais e políticos de decisões da política externa e poder exercer alguma influência sobre as decisões antes de serem tomadas. Neste contexto, a FES Brasil oferece diversas plataformas de diálogo como, por exemplo, a dos combustíveis agrícolas, proporcionando assim pontos de contato entre política nacional e internacional de um lado e entre governo e sociedade civil do outro.